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Exportações de Alagoas crescem 58,01% e atingem R$ 2,14 bilhões

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Apesar de problemas estruturais que passam por pouca profundidade do canal de navegação, equipamentos obsoletos e alguns armazéns fechados, o Porto de Maceió ? maior canal de saída da produção alagoana ? ?viu? as exportações de Alagoas avançarem 58,01% em 2017, na comparação com o ano anterior, alcançando US$ 665,01 milhões ? o equivalente a R$ 2,14 bilhões no câmbio atual. De acordo com os dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgados nesta sexta-feira, 5, somente em dezembro, as exportações alagoanas renderam US$ 45,91 milhões (ou R$ 148,25 milhões). O bom desempenho das exportações alagoanas acontece um ano depois de o Estado registrar uma queda de 37,40% no setor. Com o crescimento das exportações, a balança comercial (diferença entre exportações e importações) alagoana também registrou superávit no ano passado. De acordo com os dados do ministério, o saldo ficou positivo em US$ 20,52 milhões, resultado entre a diferença nas exportações e os US$ 644,48 milhões atingidos pelas importações. Especialistas ouvidos pela reportagem acreditam que o volume de produtos que chegam e saem de Alagoas poderia ser maior, caso o Porto de Maceió tivesse uma maior capacidade. Entretanto, a reforma e dragagem do lugar, que aumentaria a profundidade e, assim, viabilizaria o atracamento de grandes embarcações, ainda não saiu do papel. Enquanto isso, o Porto sofre com sucateamento e com dívidas a receber do setor sucroenergético, que usa sua estrutura, mas não paga por isso. A área seca do porto, onde estão instaladas a planta da metalúrgica Ferrostal, que com a Tomé produzia plataformas para a Petrobras, é consumida pela ferrugem. O cenário desolador se completa com os velhos guindastes obsoletos que aos poucos vão se deteriorando pela ação do tempo. Um lado inteiro da unidade portuária está sem movimento. O esforço para viabilizar dias melhores vem do próprio Ministério dos Transportes, que garantiu R$ 31,7 milhões para o aprofundamento do canal. Estima-se que depois de concluídos os trabalhos, a movimentação de cargas pode aumentar em até 30%. Para se ter uma ideia do que isso representa, até agosto do ano passado 1,5 milhão de toneladas de carga havia passado pelo Porto. Deste total, boa parte foi de açúcar, operado pela Empresa Alagoana de Terminais Ltda (Empat). Durante três dias a reportagem tentou ouvir a direção do Porto de Maceió, mas o responsável não foi localizado. Segundo as secretárias, a agenda intensa do administrador dificultava sua localização. É a Empat quem representa não só o setor sucroenergético, mas também outros parceiros que demandam exportações. Seria a Empat quem deveria efetuar os pagamentos dos débitos do setor para com o porto.

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