Economia
Maceió tem mais de 185 mil consumidores endividados
A capital alagoana fechou o ano de 2017 com 185.652 mil consumidores endividados, o equivalente a 62,1% da população economicamente ativa, segundo os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgados ontem, pela Fecomércio-AL. De acordo com o levantamento, o índice é 2,1 ponto percentual maior do que o registrado 2016, quando 178.454 consumidores estavam com algum tipo de dívida em Maceió. A Peic revela que o cartão de crédito continua encabeçando o ranking de endividamento, representando 79,4% do total de endividados. Já os carnês de lojas, que em dezembro de 2016 representavam 4,4% das dívidas, encerraram o ano passado com 12,7% do total. ?Desde a mudança das regras do pagamento dos cartões de crédito em abril, a população busca outros meios para poder consumir; por isso o crescimento dos carnês?, justifica o economista da Fecomércio-AL, Felippe Rocha. ?Um dos fatos negativos é que esta modalidade de consumo recai totalmente no bolso do empresário, já que ele assume todos os riscos de inadimplência?, observa o economista. INADIMPLÊNCIA A pesquisa da Fecomércio revela também que, em dezembro do ano passado, o número de inadimplentes atingiu 46.049 consumidores em Maceió, o equivalente a 14,5% do total de endividados. O volume é 0,8 ponto percentual maior do que o registrado no mesmo período de 2016, quando havia 43.341 inadimplentes na capital alagoana. De acordo com a pesquisa, entre os consumidores inadimplentes, apenas 5,7% indicaram que conseguiriam honrar suas dívidas atrasadas e iniciar 2018 com o nome limpo na praça; 41,1% afirmaram que pagariam parcialmente; e 45,1% vão continuar inadimplentes. Em média, consumidores que já estão nessa situação há 70 dias. O tempo de endividamento dos consumidores da capital é de até 5 meses. Nesse contexto, devem retomar pleno vigor no consumo apenas em junho, quando deverá ocorrer melhora sensível na aquisição de produtos (excluindo a sazonalidade). ?Período em que os empresários devem aproveitar para ampliar promoções e investir em propaganda?, aconselha o economista Felippe Rocha.