Economia
Antigos negócios vão continuar no Prado
Nem todas as casas funerárias, centrais de velório e floriculturas estabelecidas no bairro do Prado e imediações se mudarão para a região do Cleto Marques Luz. Parte desses estabelecimentos ficará por lá. O local tem o cemitério público da Piedade, e no bairro vizinho, o trapiche, o cemitério São José ? e a mudança pode representar prejuízos para quem não tem muito dinheiro para investir numa filial. Um empresário, que não quis se identificar, proprietário de uma casa funerária, explicou que não pretende se mudar para a região do Tabuleiro do Martins porque o negócio dele funciona consorciado com plano funerário. ?A gente fornece urna [caixão] para os planos. Daí não há necessidade e nem compensa se mudar deste ponto?, argumenta. Quem não tem plano funerário contrata o serviço individualizado de velório. O preço varia entre R$ 1 mil e 20 mil reais, incluindo a taxa de sepultamento, preparação do corpo, velório, flores e translado até o cemitério. O custo mais alto é da urna, que varia entre R$ 700 e 15 mil reais. Por tudo isto, o empresário Josemar Santana também pretende permanecer com o comércio de caixão no mesmo prédio no bairro do Prado. Funcionário de um plano funerário, Vicente Cláudio Pimentel Barbosa revelou que a empresa onde trabalha decidiu investir na construção de uma filial perto do novo IML. ?Quase todo mundo trabalha com plano funerário porque barateia o custo do sepultamento. É natural que algumas empresas se transfiram ou montem filial naquela região do Tabuleiro do Martins. A ideia é facilitar a vida das pessoas num momento difícil como esse, quando se trata de providenciar o sepultamento de alguém. Mas, num momento de crise como este em que vivemos no Brasil, nem todos podem fazer investimentos ou ampliar os negócios?, ponderou Vicente Cláudio.