Economia
Mercado de luxo se destaca, apesar da crise
Aos poucos, a crise econômica que atingiu grande parte dos brasileiros vai ficando para trás. Cruel com a classe média e os mais pobres, ela também não isentou os serviços e o comércio para consumidores de alto padrão financeiro. A seu modo, esse mercado também foi afetado mas, agora, também comemora os sinais de recuperação econômica. O perfil de clientes que o setor atende está entre o 1% mais rico do Brasil, que segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), concentravam em 2016, média de renda mensal de R$ 27,085 mil por mês. Encaixam-se nessa média os políticos, parte dos servidores públicos do judiciário, nas esferas federais, municipais e estaduais. Mas, em sua grande maioria estão os empresários, profissionais liberais, com destaque para os que atuam na área de saúde privada e os advogados. Estes últimos, porém, não alcançam a maioria das respectivas categorias, mas os que têm maior destaque acabam se tornando clientes de grandes lojas de automóveis importados, de grifes famosas de roupas e bolsas, além de restaurantes mais segmentados com gastronomia diferenciada e bebidas finas. Em verdade, conforme apurou a Gazeta, eles não deixaram de consumir, mas se tornaram mais exigentes ou, em algum momento, retardaram compras, diminuíram suas idas aos espaços e, também, seguraram investimentos, por exemplo, no setor de imóveis.