Economia
Governo prepara medidas para baratear financiamentos
Brasília - No rastro do clima de otimismo vindo do exterior e que se espalhou pelos mercados financeiros depois da melhora de indicadores como o risco Brasil e a redução da cotação do dólar, o governo pretende iniciar a adoção de uma série de medidas que deverão ajudar a economia doméstica a retomar o fôlego. Enquanto o Congresso discutirá propostas que servirão para baratear o custo do crédito no Brasil a médio e longo prazos, a Caixa Econômica Federal (CEF), o Banco do Brasil (BB) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vão lançar ações pontuais que aumentarão o acesso ao crédito da população, especialmente a de renda mais baixa, e das pequenas e microempresas. ?Vamos combinar medidas de curtíssimo prazo enquanto questões estruturais serão discutidas?, afirma uma alta fonte do governo. Segundo a assessoria da CEF, uma das novidades será a liberação de empréstimos de baixíssimo valor - cerca de R$ 50 - sem a necessidade de apresentar comprovação de renda ou qualquer tipo de garantia. Com isso, acredita-se, será possível atender às pessoas que ganham até três salários mínimos (R$ 720). Para tentar reduzir o custo do crédito também para faixas de renda mais elevadas, o governo contará com a nova Central de Risco de Crédito, que começa a ser testada este mês pelo Banco Central e deverá ser lançada oficialmente em julho. A central permitirá uma avaliação mais detalhada do perfil dos tomadores de empréstimos, o que, na avaliação do BC, possibilitará uma redução dos juros cobrados dos bons clientes.