Economia
Lula promete deixar d�lar cair at� para R$ 2
São Paulo e Barbacena - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem em Barbacena (Pará) que não vai segurar a cotação do dólar mesmo que a moeda norte-americana caia para R$ 2 ou R$ 3. O recente recuo do dólar comercial, que fechou ontem a R$ 3,223, já começa a preocupar os exportadores. ?No final do ano, o dólar estava a R$ 4, o risco Brasil estava em quase 2.400 [pontos]. O dólar está caindo tanto que já começa [a ter] companheiro nosso [a] dizer: não pode cair, precisar parar por aí??, disse o presidente. ?O governo não vai segurar, o câmbio é flutuante e o dólar vai cair até quando tiver que cair. Não cabe ao governo dizer que vai parar em dois ou três não?, afirmou Reforçando o discurso de Lula, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, reiterou durante encontro na Bolsa de Valores de São Paulo que o governo não vai interferir no câmbio, com o objetivo de impedir maior queda do dólar. ?Temos uma política de câmbio livre, assim como temos as metas de inflação e de como buscamos estabelecer metas claras no superávit?, declarou. ] Palocci não acredita que a queda do dólar possa resultar em problemas para a exportação. Segundo ele, ?a exportação brasileira é sustentada por sua vitalidade e competitividade, e pela produtividade da indústria e agricultura?. Cotação O dólar comercial terminou a semana em queda de quase 5%. Ontem a moeda fechou vendida a R$ 3,223, com desvalorização de 0,98%. Em sete dias, a baixa já chega a 4,92%. A moeda norte-americana está agora com a menor cotação desde 17 de setembro do ano passado. Depois de recuar na abertura, o dólar passou a ganhar porque algumas empresas com despesas em dólares aproveitaram o preço mais baixo para reforçar seu caixa. Entretanto, os bancos Bradesco e ABN realizaram grandes captações no exterior - o primeiro, de US$ 250 milhões, e o segundo, de 100 milhões de euros - e ajudaram a derrubar a cotação da moeda norte-americana. A tendência, para a próxima semana, é de que o otimismo se mantenha, com a perspectiva de que aumente o fluxo de entrada de recursos.