Economia
Minha Casa recua 61,2% no Estado
Morar no que é seu, com conforto, segurança e prestações decrescentes que cabem no orçamento. Esse foi o sonho que se tornou realidade para 97 mil famílias espalhadas entre as classe C e D, contempladas das faixas 1, 2 e 3 do Programa Minha Casa, Minha Vida nos últimos oito anos. Mesmo com a crise, que provocou desemprego, 2017 fechou com queda na inadimplência para 22,8%. Esse percentual é reflexo da queda de 61,2% do número de entrega nos imóveis. Foram quase 7 mil unidades a menos em relação a 2016, que registrou 16.771 unidades habitacionais entregues, quando somadas todas as faixas. No ano passado a soma ficou em 10.271 unidades. Quanto à inadimplência, ela está dentro da média nacional, e no caso de Alagoas, foi 8,5 pontos percentuais menor que o ano anterior, que fechou com 30,96% das famílias com prestações atrasadas. A queda deixou o Estado com a segunda menor inadimplência do País, de acordo com dados repassados pelo Ministério das Cidades, em Brasília. Mesmo assim, oficialmente, o ministério não divulgou ainda qual a meta para novas entregas ou empreendimentos, em 2018. A última informação divulgada pelo próprio ministro Alexandre Baldy, no início do ano, espera entregar no País 74 mil casas, das 145 mil que serão retomadas ou concluídas até o final do ano. Provocada pela reportagem, sua assessoria disse não ter informações sobre a situação de Alagoas. Aqui, ao que tudo indica, o investimento do governo federal será por conta do projeto De Frente para a Lagoa, da Prefeitura Municipal de Maceió. No Estado, o Minha Casa, Minha Vida beneficiou famílias da capital e do interior. Em 2017 foram entregues 10.271 unidades. A última aconteceu na capital, no Residencial Maceió I, após o Conjunto Eustáquio Gomes, onde 3.900 casas foram repassadas para famílias de baixa renda. Entre os beneficiados, moradores de áreas vulneráveis a ação da chuva que viviam de aluguel e moravam em área de risco e se enquadravam na faixa 1 do programa, com renda bruta até R$ 1.800.