Economia
Estado desconhece potencial econômico
Os dois mais importantes líderes dos apicultores alagoanos admitem que o poder público ? no caso, os ex-secretários estaduais de Agricultura de governos anteriores ? não reconheceu a própolis vermelha como um produto rentável de mercado e gerador de fonte de trabalho e renda nos municípios pobres. ?A produção do nosso própolis pode mudar economicamente a vida de muita gente pobre que vive nas regiões de manguezais. Micro-apicultores, se estimulados, podem ter renda mensal superior ao salário mínimo. Mas as nossas autoridades do passado não se interessaram em transformar este segmento numa política pública de desenvolvimento e de grande alcance social, ambiental e de renda?, lamentam os apicultores. A produção estadual (700 quilos/ano) é comprada por exportadores que se aproveitam da ?incompetência? das lideranças do setor produtivo e da fiscalização, que não consegue impedir o comércio clandestino que ocorre sem nota fiscal, sem o aval do Ministério da Agricultura, que deveria cobrar o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF). ?Os atravessadores exportam a produção alagoana sem o carimbo do SIF internacional do local de produção?, alerta Mário Calheiros. Os nomes dos atravessadores são mantidos sob reserva. Mas os apicultores admitem que praticamente não funcionam as barreiras sanitárias que deveriam impedir o comércio clandestino dos produtos derivados da nossa apicultura. ?Eu tenho mais de 60 anos de idade, ninguém nunca me parou para verificar o que estou levando ou trazendo para o meu Estado?, disse Mário Calheiros.