Economia
Queda do d�lar n�o chega ao consumidor
Edivaldo Junior Quando o dólar subiu, levou junto os preços dos principais produtos de consumo do brasileiro. Agora que a cotação da moeda norte-americana começou a despencar os preços influenciados pelo câmbio estranhamente permanecem estáveis ou ? o que é pior ? estão até aumentando. Quem se animou, achando que o recuo do dólar poderia reduzir os preços dos combustíveis ou dos alimentos, deve segurar o otimismo por mais alguns dias. Ao menos por enquanto, não há sinais de que a queda no câmbio será repassada aos preços. A Petrobras já avisou que não tem previsão para baixar os preços nem da gasolina, nem do diesel, produtos que tem seus preços calculados por uma fórmula que leva em conta a cotação internacional do petróleo (também em baixa) e do dólar. O pão zinho, um dos produtos que têm seus custos influenciados pelo dólar também não deve ter qualquer redução. Hoje, segundo a Associação dos Panificadores de Alagoas um saco de farinha de trigo de 50 kg está custando R$ 75. Em janeiro deste ano custava R$ 70 e há 12 meses saía por R$ 46. A Associação diz que recomenda a venda do pãozinho francês por R$ 0,25 em Maceió. Mesmo assim, a maioria das padarias vende o produto por R$ 0,20, quando o preço ideal seria R$ 0,20. ?Mesmo que o preço da farinha de trigo caia, não temos como baixar o preço do pãozinho, que já está defasado. Todos os outros produtos usados na panificação estão com seus custos subindo. Um exemplo é a embalagem que eu comprava por R$ 4,50 a um mês e hoje estou comprando por R$ 6,00?, disse o presidente da Associação, Valdomiro Feitosa. Outro produto que não deve ter queda de preço, se depender do dólar, é a carne de frango. O principal insumo das granjas, o milho, teve alta de preços em Alagoas nas últimas semanas, pulando de R$ 32 para R$ 34 o saco de 50 Kg. A Associação dos Avicultores reclama de defasagem no preço do produto e muitas granjas estão ameaçadas de falência.