Economia
Tradição passou por vários empresários
Entre as poucas pessoas que conhecem o segredo da manipulação da fórmula do picolé de biscoito, se destaca também a microempresária Zenaide da Silva Tenório, filha do comerciante Eloy Pereira, proprietário de um dos três restaurantes da cidade e consumidor regular do picolé. ?Todo mundo aqui é consumidor do picolé de biscoito. É refrescante e alimenta?, brinca Eloy. ?Hoje tive que reduzir o consumo de produtos doce. Mas tenho saudade do tempo em que podia chupar pelo menos três por dia?. Zenaide também é consumidora do produto que ajudou a produzir no passado. ?Antes de casar, ainda mocinha, trabalhei na sorveteria do Zé Chaves. A gente preparava picolé de vários sabores. O mais vendido era o de biscoito. Sempre foi tão bom que ganhou o mercado dos municípios vizinhos?. Hoje, Zenaide é sócia do paí no pequeno restaurante. ?Mantenho a geladeira de casa sempre cheia para os filhos e meus netos. Todo mundo gosta?, diz. No prédio do antigo armazém e sorveteria Vitória, hoje funciona a Secretaria Municipal de Saúde. A sorveteria teve quatro donos: o primeiro foi Zé Chaves, criador do picolé de biscoito em Paulo Jacinto. Depois, vendeu-a para o comerciante Cícero Bonzinho, que a revendeu para Nildo de Sócrates. O nome da Sorveteria Vitória mudou para Bela Flor. Por último, o comerciante Luiz Costa de Lima, o Luiz Romão, comprou a sorveteria e assumiu o compromisso de manter o negócio com as fórmulas tradicionais dos sorvetes de frutas e o de biscoito criadas pelo pioneiro no ramo.