Economia
Safra de grãos deve ser recorde
Ao contrário dos sete anos de estiagem que duraram até 2016 ? e o excesso de chuva que frustrou o esforço da agricultura familiar no ano passado por causa da falta de lugar adequado para armazenar a produção de milho e feijão ?, a produção agrícola deste ano pode ser a melhor da década. Cientistas e técnicos da Secretaria Estadual de Agricultura preveem safra recorde de grãos e clima favorável até agosto. Diante das perspectivas das previsões climáticas otimistas, o governo de Alagoas anuncia aumento de investimentos para aquisição de sementes de R$ 12 milhões para R$ 13 milhões. As sementes, de acordo com o secretário de Agricultura, Antônio Dias Santiago, serão distribuídas para 80 mil produtores rurais da agricultura familiar. Porém, mais de 10 mil agricultores ligados a seis Movimentos de Trabalhadores Sem Terra que vivem acampados em todo o Estado também querem sementes, terra e regularização fundiária, disse um dos coordenadores nacionais do Movimento Via do Trabalho, Marcos Antônio da Silva, o Marrom. Segundo ele, ?se tiver terra para as famílias acampadas, tem emprego, renda e menos violência na zona rural e nas cidades alagoanas?. Nos últimos três anos, a Secretaria de Agricultura vem aumentando a aquisição de sementes. Em 2016, por exemplo, distribuiu sementes de milho, feijão e sorgo. Mas a longa estiagem frustrou o planejamento pelo sexto ano consecutivo. O total da safra de grãos naquele período não ultrapassou 20 mil toneladas. O feijão foi cultivado em 40 mil hectares. A colheita total foi inferior a 6 mil toneladas, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção de milho ficou 13.510 toneladas, segundo o levantamento do órgão. No ano passado voltou a chover. O governo estadual investiu R$ 12 milhões em aquisição de sementes. Distribuiu 400 toneladas de sementes de milho, 550 toneladas de feijão, 100 toneladas de sorgo, 200 toneladas de sementes de arroz somente na região do baixo São Francisco. O resultado da maioria das culturas animaram porque mais que quadruplicaram. O excesso de chuva, sobretudo no Agreste e Zona da Mata, causou prejuízos aos pequenos produtores que não tem locais adequados para armazenar os grãos. A umidade comprometeu parte da safra. Os investimentos feitos até o ano passado permitiram um aumento de 50% da produção de grãos em relação aos últimos 10 anos. Agora, o Estado objetiva aumentar em 30% a colheita da safra 2018.