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Município distribui alevinos e mudas para agricultores locais

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Palmeira dos Índios ? Enquanto os camponeses rogam a São José por mais um ano de chuvas em boa quantidade, a Secretaria Municipal de Agricultura prepara ações para ajudar na recuperação das lavouras. Mudas de pés de pinha e de manga estão sendo preparadas e serão distribuídas aos agricultores que perderam as frutíferas durante a seca. ?Na nossa região, as perdas de safra por causa da seca chegaram a 98%, alguns produtores de frutas chegaram a perder quase toda plantação. Para ajudá-los a retomar a produção, a Secretaria de Agricultura está preparando mudas que serão distribuídas na região?, disse o assistente técnico da Secretaria, José Cícero da Silva. Conforme dados da Estação Meteorológica de Palmeira dos Índios, nos meses de janeiro e fevereiro desse ano choveu 113,5 milímetros, quantidade bem acima da média dos últimos anos. No ano passado, antes de a seca prolongada chegar ao fim, a soma da precipitação nos dois primeiros meses do ano foi de apenas 3,8 milímetros. No entanto, de abril a setembro de 2017, choveu 1.139,4 milímetros, contra 289,3 no mesmo período do ano anterior. O grande volume de chuvas no ano passado pegou todos de surpresa. De acordo com José Cícero, nos anos anteriores os agricultores amargaram as perdas nas safras de frutas. Desta vez, o prejuízo foi na safra de grãos. ?A maioria dos agricultores, além das frutas, plantam também o feijão para consumo próprio e o milho para consumo animal. Não colheram nada porque a terra ficou encharcada. Quem plantou mandioca naquele período de chuva forte, também teve prejuízo porque não teve sol suficiente para as plantas começarem a se desenvolver?, explicou. Os prejuízos na safra de grãos foram minimizados pela melhoria na colheita das frutas dos pés que conseguiram resistir aos seis anos de seca. O assistente técnico revelou que houve melhora na primeira safra de pinha do ano e a expectativa é que a segunda safra, nos meses de junho e julho, seja melhor. José Cícero observou que vai demorar pelo menos cinco anos para a recuperação da fruticultura nesta região do agreste.

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