Economia
D�lar fecha a R$ 3,18, em alta de 0,95%, ap�s oito baixas
São Paulo - Depois de acumular queda de 6% nos últimos oito dias, o dólar se recuperou um pouco ontem e subiu 0,95% no fechamento, vendido a R$ 3,185. Em dia de volume baixo de negócios, destacou-se o movimento de compra liderado pelos bancos Deutsche Bank, Bradesco e Votorantim. Na outra ponta, alguns investidores, prevendo que a moeda norte-americana possa recuar mais nos próximos dias, decidiram se desfazer dos dólares que tinham no bolso, o que não foi suficiente para segurar o preço. ?Depois que o mercado cai demais, é normal que ele tenha uma recuperação técnica. Esta terça-feira foi dia de realização de lucros nas Bolsas e no mercado de dívida??, resumiu Mário Paiva, analista de câmbio da corretora Liquidez. O mercado se mantém, otimista, entretanto, por causa das últimas boas notícias sobre a economia brasileira - a balança comercial já acumula superávit de US$ 4 bilhões até a primeira semana de abril - e sobre a guerra ao Iraque. ?Não houve grandes novidades nesta terça-feira. Espera-se que o dólar oscile de R$ 3,15 a R$ 3,20 nos próximos dias??, afirma Milton Mota, da corretora Levycam. Bovespa A Bovespa interrompeu ontem o rali de cinco altas consecutivas e fechou em queda de 2,95%. Essa baixa foi apenas um ajuste técnico dos preços. Ou seja, alguns investidores decidiram vender os papéis que subiram muito nos últimos dias e colocar os ganhos no bolso - um movimento clássico do mercado conhecido como ?realização de lucros?. O principal índice paulista encerrou aos 11.778 pontos, voltando ao patamar abaixo de 12.000 pontos - conquistado na quinta-feira passada. Ontem, o risco-Brasil subiu 3,98%, para 939 pontos-básicos sobre os títulos do Tesouro norte-americano. Neste patamar, o risco está em 5º lugar do ranking dos emergentes, logo atrás da Nigéria, e a frente da Argentina, Venezuela e do Equador. O C-Bond, principal título da dívida externa, teve queda de 1,48%, a 82,75% do valor de face.