Economia
Irregularidades são confirmadas pelo Incra
O superintendente do Incra-AL, Wilson César de Lira Santos, confirma que entre as 15 mil famílias assentadas, mais de 9.600 são investigadas por comissão federal com representantes do Ministério Público Federal por diversas irregularidades detectadas pelo Tribunal de Contas da União. Por outro lado, o superintendente diverge do número de famílias acampadas apontadas por lideranças dos trabalhadores rurais sem terra. Das 10 mil famílias contabilizadas pelos movimentos agrários, o Incra admite pouco mais de 3 mil. ?No final do ano passado o Incra de Alagoas entregou 3 mil cestas básicas para famílias acampadas. Pela informação que dispomos é que as cestas básicas atenderam satisfatoriamente as famílias acampadas?. Quando a Gazeta indagou se o Incra dispõe dos números relativos às famílias que vivem em barracas de lona à espera de terra para reforma agrária, César Lira disse desconhecer. ?Neste momento estamos com uma equipe da ouvidoria do Incra fazendo o levantamento das famílias acampadas. Mesmo assim, eu diria que temos 3 mil famílias nos acampamentos?. A maioria dos acampados se concentra na região da Zona da Mata, entre os municípios de Branquinha e União dos Palmares. Eles aguardam a definição da distribuição das terras da massa falida da Usina Laginha, do usineiro João Lyra, recentemente interditada pela família. A área poderá ser destinada para assentar mais de mil família. Tem sem-terra também nas áreas do Litoral Norte e Sul, no Sertão e Agreste.