loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 24/07/2026 | Ano | Nº 6274
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Privatização da Eletrobras enfrenta resistência política

Ouvir
Compartilhar

Brasília, DF ? A privatização da Eletrobras ainda enfrenta resistência na Câmara dos Deputados e ainda depende de um ato burocrático do próprio governo. Até hoje, o presidente Michel Temer não editou decreto com inclusão da estatal de energia no Plano Nacional de Desestatização (PND). O decreto regulamenta a Medida Provisória 814/2017 e é essencial para permitir que a companhia contrate os estudos necessários ao processo de privatização. Antes, a ?desculpa oficial? para não publicar o decreto eram decisões judiciais que suspendiam os efeitos da MP 814. Mas já faz mais de um mês que as liminares foram derrubadas, ambas no dia 2 de fevereiro, e o decreto ainda não saiu. Fontes do Planalto relatam que o assunto é ?complexo? e demanda tempo para análise. O Estadão apurou, porém, que todos os itens que geravam controvérsias entre as áreas foram resolvidos e que todas as recomendações da Casa Civil foram acolhidas no texto final. Procurada, a Casa Civil informou que o decreto ainda está em análise internamente. Na terça-feira, 13, o governo mostrou mais articulação no Congresso e conseguiu instalar, mesmo sob protestos da oposição, a comissão especial que vai analisar o projeto da privatização da Eletrobras. Apesar das manobras protelatórias da oposição, no início da noite, a comissão elegeu como presidente o deputado Hugo Motta (MDB-PB). O relator será o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), que mantém previsão de votar o projeto no começo de abril. O tema das privatizações encontra resistência e mobiliza trabalhadores, sindicatos e partidos de esquerda. Por isso, a questão pode atrasar, ainda que o Tesouro conte com R$ 12,2 bilhões em bônus de outorga a serem pagos pela Eletrobras para cumprir a meta fiscal deste ano.

Relacionadas