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Valores pagos acabam estimulando fraudes

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Anualmente, quando os valores costumam ser calculados por atuários, que são especialistas em cálculos, todas as informações sobre as ocorrências de sinistros acabam ajudando a compor o percentual que será reajustado no seguro. Para Djaildo Almeida, o importante é que o cliente saiba que o valor a ser negociado atende às exigências do próprio mercado, que tem regras próprias. ?Um detalhe importante é que o valor do seguro segue os preços da Tabela Fipe. Ou seja, na prática, o segurado sabe que esse investimento em proteção lhe dá a garantia que terá o valor previamente definido para resgatar?, ressaltou Djaildo. Em até dez dias, a indenização é liberada caso o veículo não seja encontrado. O valor é pago em dinheiro, conforme previsto em contrato. Os valores pagos com base na Fipe também acabam colaborando para situações de fraude, muitas vezes descoberta pelas empresas. Isto porque um carro que no mercado de seminovos, um Celta, por exemplo, que custe R$ 16 mil, mas que em tabela vale R$ 20 mil, em alguns casos leva o dono a tentação de ?dar fim? ao carro e resgatar o valor final. As fraudes não envolvem apenas o sumiço total do veículo. Há casos também em que o proprietário faz acertos para consertar veículos em situações de acidentes, para supostamente não ter prejuízos. O problema é esses valores vão se somando para todo o grupo, ou a massa, que mantém o seguro em forma de mutualismo. Casos assim foram identificados pelas empresas e deram um valor de R$ 700 milhões até setembro do ano passado. Como tudo integra uma operação privada, o valor não será compensado por nenhum fundo governamental, ou seja, o ?bolo? das perdas é repassado para todo o sistema.

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