Economia
Movimentos querem terras de João Lyra
Enquanto setores da Justiça de Alagoas, o governo do Estado e do Instituto de Terra (Iteral)tentam reativar a usina de cana-de-açúcar Guaxuma, no município de Coruripe, e a destilaria de álcool combustível do complexo industrial falido Laginha, no município de União dos Palmares, ambos do industrial João Lyra, famílias de trabalhadores rurais sem terra ocupam as imensas áreas improdutivas dos dois parques industriais. A burocracia e a cobrança de dívidas de credores dos usineiros emperram o projeto de reativação parcial das usinas, revelou o desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas, Tutmés Ayran, que busca uma solução negociada para a reforma agrária e novos assentamentos no Estado. O governo do Estado pretende desenvolver um dos maiores projetos de reforma agrária do Nordeste em terras das duas usinas e ao mesmo tempo reaproveitar parte do parque industrial, disse o desembargador. Porém, ainda não tem muita coisa definida. Na edição deste fim de semana, a Gazeta de Alagoas publicou matéria mostrando que 9,6 mil assentados podem perder terra em Alagoas. A reportagem mostrou que dos 15 mil colonos nos 178 assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) neste Estado, 9,6 mil caíram na malha fina da investigação do Tribunal de Contas da União por comércio ilegal de terras públicas, documentação irregular de assentados, colonos que são laranjas de fazendeiros entre outros problemas.