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Canal deve minimizar os efeitos da estiagem

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Senador Rui Palmeira ? A maior obra federal em andamento no Estado começou a ser executada a partir de 1990, na gestão do então governador Geraldo Bulhões (hoje fora da política) e do então presidente Fernando Collor. O empreendimento prevê a construção do canal de 250 quilômetros que começa em um dos braços do Rio São Francisco, no Vale do Moxotó, entre os municípios de Delmiro Gouveia (AL) e Paulo Afonso (BA). De acordo com os cálculos técnicos da Secretaria de Infraestrutura, o projeto já consumiu mais de R$ 2,5 bilhões e tem mais 50% do canal em construção. A obra hídrica promete minimizar radicalmente os efeitos da longa estiagem e também reduzir drasticamente a ?indústria da seca?, que secularmente ?saqueia? os cofres públicos. Até novembro passado a construção empregava mais de 400 operários. No mês seguinte, o trecho quatro caiu não malha fina da fiscalização do TCU. O trecho cinco ainda está em fase de licitação e também apresentou graves indícios de irregularidade. Em dezembro passado, a equipe do Secretaria de Infraestrutura conseguiu tirar o trecho cinco do anexo de obras do Canal do Sertão que apresentava os indícios de irregularidades. Há de se ressaltar que esta foi a primeira vez, em dez anos, que as obras do Canal saíram da lista negra do TCU, admitiu também o secretário executivo Humberto Carvalho. Depois de corrigir falhas e responder os questionamentos do TCU, o governo de Alagoas obteve sinal verde para retomar o andamento do fluxo do projeto e obteve liberação de recursos financeiros. Tanto que o Secretário Humberto Carvalho assinou nova adequação de dois contratos: do trecho quatro, que compreende mais 25 quilômetros de canal, e para o trecho cinco, que chega em Olho D?Água das Flores.

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