Economia
A gente optou por não discutir com o TCU, ressalta secretário
Ao ser questionado sobre por que houve redução de preço na construção dos trechos quatro e cinco, o secretário Humberto Carvalho Júnior admitiu que ocorreu revisão do projeto que tem mais de 60% em construção. O TCU propôs soluções para o andamento de forma mais barata sem comprometer a obra, como a relocação de canteiro, buscar matéria-prima em lugares próximos dos canteiros, obediência rigorosa das orientações do TCU quanto aos critérios de pagamentos, entre outras recomendações. ?A gente [o governo Renan Filho] nos últimos três anos, optou por não discutir com as orientações do Tribunal de Contas da União, ou seja, não bater de frente com o TCU. A orientação é acatar as determinações. Nos casos que a gente não concordar, tecnicamente, se apresenta o contraponto. Assim conseguimos transitar no Tribunal e garantir a execução do projeto?. Dos 250 quilômetros de canal previstos, a água já chega ao quilômetro 110. Está em São José da Tapera. Na extensão construída não ha relato de problemas na estrutura física. As obras funcionam com segurança, garantiu um dos fiscais do canteiro que pediu para não ter o nome divulgado. Desde do início do projeto, em 1990, até o mês passado, a obra já consumiu mais de R$ 2,5 bilhões, estimou o secretário Executivo de Infraestrutura, Humberto Carvalho. Para concluir a obra que pretende levar água do Rio São Francisco, em Delmiro Gouveia, até o município de Arapiraca, o governo federal terá que desembolsar mais R$ 2,5 bilhões.