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Elei��o da nova diretoria da Ceal � adiada

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Edivaldo Junior Um dia após anunciar prejuízo de R$ 26,8 milhões no balanço de 2002, a (Ceal) Companhia Energética de Alagoas deveria eleger ontem, em assembléia de seus acionistas (o majoritário é a Eletrobrás), o novo conselho de administração e a nova diretoria. Mas, deu tudo errado. As articulações em torno dos cargos não foram fechadas e uma nova assembléia será convocada em até dez dias, na melhor das hipóteses. Assim, a posse da nova diretoria, prevista para esta sexta-feira, foi adiada. Todo o problema chegou a ser atribuído à ausência de Joaquim Carvalho, que deveria assumir ontem a presidência do conselho e, em seguida, fazer a eleição da diretoria executiva. Na verdade, segundo fontes do PT foi uma questão política. A Eletrobrás mandou suspender o processo por orientação do Ministério das Minas e Energia. Uma cópia do ofício 117/03 enviado pelo governador Ronaldo Lessa à ministra Dilma Rousseff, indicando Neiwton Silva para o conselho administrativo, datado de 8 de abril deste ano, chegou a circular ontem entre os atuais diretores da Ceal. O nome dele, no entanto, não constava da lista de conselheiros enviada pela Eletrobrás. Indicado pelo PT, o futuro presidente da Ceal, Joaquim Britto, atribuiu o adiamento, em declaração por telefone, no final da tarde de ontem, a questões políticas. ?Este é um governo de coalizão. Ainda existem questões a ser negociadas?, resumiu. ?Acredito numa solução rápida, até porque a empresa precisa passar por um processo de renovação?, completou. Um dos conselheiros da Companhia revelou que a Eletrobrás havia confirmado a indicação de apenas quatro dos cinco diretores: Joaquim Britto (PT), na presidência; James Bacelar, na diretoria financeira, indicado pela Eletrobrás; Geraldo Santiago na diretoria técnica, cargo que já ocupa, indicado pelo deputado João Caldas(PL); Danio Marsiglia, na diretoria comercial, indicado pelo deputado Maurício Quintela (PSB). Permanecia indefinida, até o início da noite de ontem, a indicação para a diretoria administrativa. Outra pendência é a composição do conselho de administração. Recuperação Maior empresa de Alagoas, a Ceal vem se recuperando de uma longa crise, agravada pelo racionamento de energia. No mês passado, o faturamento subiu para R$ 31 milhões, contra uma média história de R$ 28 milhões. O diretor técnico, Geraldo Santiago, atribuiu a melhoria do faturamento às medidas que vem sendo adotadas ? entre elas o combate à inadimplência e ao desvio de energias. O provável futuro presidente, Joaquim Britto, antecipou que além de descartar por completo a privatização, o governo do PT deve fortalecer a companhia. ?Não sou eu apenas contra a privatização, mas todo o governo. O que já foi privatizado, continua. Mas no caso de empresas como a Ceal, a orientação é fortalecê-las e aproximá-las cada vez mais das comunidades?, disse.

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