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Número de distratos reduz, mas ainda preocupa mercado

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São Paulo, SP ? Fantasmas das incorporadoras, sobretudo durante a crise econômica, os distratos - como são chamadas as desistências de compra de um imóvel - recuaram no ano passado, mas ainda preocupam. Dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) apontam que o número de unidades residenciais distratadas foi de 40,5 mil, entre janeiro e outubro 2015, para 29,2 mil no acumulado do ano passado até o mesmo mês. Esse é o patamar mais baixo em três anos, quase 28% menor que no mesmo período de três anos atrás, quando os cancelamentos fizeram com que o setor ligasse o sinal de alerta. Para facilitar as vendas, as incorporadoras costumam oferecer condições que cabem no bolso do cliente. Quando o edifício fica pronto e o mutuário tem de assinar o contrato com o banco, no entanto, muitas vezes descobre que não terá condições de arcar com os custos do financiamento. Com a crise, os bancos ficaram ainda mais rigorosos na concessão de crédito para financiamento imobiliário. A professora universitária Denise Tavares da Silva, de 58 anos, desistiu da compra de um apartamento em Niterói (RJ), após pagar as parcelas para a construtora por mais de dois anos. ?Era um sonho antigo. Sou de São Paulo e moro de aluguel, queria deixar esse patrimônio para os meus filhos.? Quando o empreendimento foi concluído e o financiamento passou para o banco, ela descobriu que o valor das parcelas seria três vezes maior do que pagava para a construtora. ?Como somos mais velhos, o preço do seguro que os bancos cobravam também acabou pesando. Nós pagamos R$ 1.800 de aluguel e de repente descobrimos que pagaríamos quase R$ 5 mil por mês para comprar o imóvel. Ficou pesado demais.? Ela, então, desistiu do imóvel e recuperou 40% do que havia pago.

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