Economia
Volume de endividados em Maceió recua 1,04%
Quase dois mil maceioenses terminaram o mês de março com dívidas quitadas, segundo levantamento divulgado ontem, pela Federação do Comércio de Alagoas (Fecomércio-AL). Feita em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a pesquisa mostra que, no mês passado, 189.590 consumidores estavam endividados em Maceió, contra 191.578 registrados em fevereiro. A diferença representa uma retração de 1,04% na passagem de um mês para o outro. Os consumidores que ainda continuam endividados representam 63,4% da população economicamente ativa da capital. Ou seja, 6 em cada 10 maceioenses estão com dívidas a pagar. Dentro deste grupo, 49.934 deles não têm condição nenhuma de arcar com seus compromissos. Os outros 97.858 estão com contas em atraso, mas se articulam para pagá-las. A pesquisa mostra, ainda, que enquanto alguns têm vencido o endividamento e conseguido sair do vermelho, outros estão mergulhados na inadimplência. De acordo com os dados, o índice de consumidores inadimplentes aumentou 5,38% em março, na comparação com o mês anterior. Para o economista da Fecomércio Felippe Rocha, o número de endividados em Maceió reduziu devido à soma de alguns fatores. ?Primeiro, podemos elencar a melhora na contratação de pessoas na capital, ressaltando a contratação para a temporada da Páscoa. Com isso, as pessoas aproveitaram o dinheiro para poder pagar as dívidas?, explica. O economista afirma que a crise que o País atravessou e dá sinais de saída foi eficaz para que o brasileiro mudasse os hábitos e adotasse novas formas de utilizar o dinheiro, como a substituição do cartão de crédito pelo pagamento à vista. Fellipe Rocha cita alguns fatores para o aumento da inadimplência, entre eles as demissões ocorridas no período. Ele cita o fechamento da Usina Cachoeira do Meirim, que demitiu dois mil trabalhadores, como mecanismo responsável por puxar a inadimplência para cima. * Sob supervisão da editoria de Economia.