Economia
Distribuição dos cuidados com a casa permanece desigual
Rio ? A distribuição dos cuidados com a casa permanece desigual nos lares brasileiros, mas há mais homens realizando tarefas domésticas do que há um ano, segundo o IBGE. A proporção de mulheres que cuidam de serviços domésticos em casa ou na casa de parentes cresceu 1,9 ponto porcentual em um ano, de 89,8% em 2016 para 91,7% em 2017. Já o total de homens que realizam esse tipo de tarefa subiu 4,5 pontos porcentuais, de 71,9% para 76,4%. Em 2017, 84,4% da população de 14 anos ou mais de idade realizavam afazeres domésticos no domicílio ou na casa de parentes, o equivalente a 142,4 milhões de pessoas. Em 2016, a taxa de realização de afazeres domésticos era mais baixa, de 81,3%. As mulheres estavam à frente dos homens em todos os tipos de afazeres domésticos, exceto pela execução de pequenos reparos ou manutenção do domicílio, automóvel, eletrodoméstico ou outros equipamentos, citado por 63,1% deles e apenas 34,0% delas. As maiores discrepâncias ocorreram no preparo de alimentos ? conduzido por 95,6% das mulheres que faziam tarefas domésticas, mas somente 59,8% dos homens que trabalhavam no cuidado da casa ? e limpeza ou manutenção de roupas e sapatos ? atividade executada por 90,7% delas e apenas 56,0% deles. Segundo o IBGE, não é possível associar o crescimento na participação dos homens nas tarefas domésticas ao aumento da desocupação, que foi maior entre eles do que entre as mulheres. Tampouco é possível afirmar que seja uma mudança de hábitos, porque essas transformações culturais ocorreriam lentamente, com o passar dos anos. A pesquisa, porém, mostrou que os homens também participaram mais do cuidados de pessoas. Na passagem de 2016 para 2017, o porcentual de pessoas que cuidavam de outros moradores do domicílio ou de parentes que não moravam com elas cresceu de 26,9% para 31,5%, um aumento de 8,3 milhões de pessoas. Ou seja, no ano passado, 53,2 milhões de brasileiros dedicavam parte de seu tempo a cuidar de outra pessoa.