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Retirada de incentivos provoca queda no setor

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?O IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) estava baixo e os bancos estavam dando muito crédito, então as pessoas estavam comprando carros, geladeiras e outros bens. Tinha cartão que o ban-co concedia parcelamento em 60 vezes, sem entrada?, frisou Walen Cavalcante. Com a chegada do período de recessão em 2016, Walen contou que eram cerca de 50 veículos novos e 40 semi-novos vendidos por mês. E que cerca de 25% consumidores que tinham adquirido um veículo durante o período de facilidades chegaram a recorrer à concessionária para trocar o veículo por um mais barato. ?Com a crise, muitos não estavam conseguindo pagar os parcelamentos. Então, os mais conscientes, optaram por essa saída. As parcelas já pagas não seriam devolvidas, mas, pelo menos, eles não ficariam mais endividados?, contou. Desde o final de 2017, o gerente já sente que as vendas na concessionária passaram a melhorar. Segundo ele, na nova realidade do seu local de trabalho são vendidos cerca de 100 a 150 carros novos por mês. Com as vendas, ele acredita que o mercado está retomando, mas que o ritmo de vendas de 10 anos atrás não vai voltar a acontecer pelos próximos anos. Sobre os carros novos, ele conta que eles continuam sendo os mais vendidos e que isso se deve ao fato deles atingirem o atacado, que vende para empresas, locadoras, varejo e que os carros semi-novos atingem apenas o grupo de pessoas que preferem os semi-novos. Como vantagem, ele aponta que os carros novos têm uma taxa de juros menor, maior garantia, mas reconhece que a desvalorização dos novos é maior ao passar dos anos do que a desvalorização dos carros semi-novos. * Sob supervisão da editoria de Economia

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