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Atrasos penalizam consumidores

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Faturas do cartão de crédito, da internet, do celular, boletos e mais boletos. Assim como outros milhares de consumidores, o estudante Weverlin Cavalcante os recebe em casa. Até aí tudo normal, não fosse o fato de que ele recebe em casa os boletos já vencidos. A entrega atrasada das faturas penaliza os consumidores que têm de arcar com juros, e beneficia empresas que alegam não ter responsabilidade sobre a entrega das faturas. Responsável pela entrega das faturas, os Correios somam 385 reclamações junto ao Procon no Estado, desde janeiro do ano passado até hoje. De acordo com Weverlin Cavalcante, as faturas com vencimento para o dia 15 chegam no dia 20, e as que chegam com mais antecedência chegam ao menos com um dia de vencidas. Com o leque de boletos atrasados em mãos, Weverlin já calcula os juros que deve pagar. ?Todos sabemos como os juros de cartão de crédito são altos, um dia de atraso de uma fatura de 2 mil reais, por exemplo, pode chegar a R$ 50 de juros. Isso por dia de atraso?, calcula. ?Vou pagar por um erro que não é meu? Não fui eu quem atrasou?, argumenta. O estudante não poupa críticas aos Correios, a estatal responsável pela entrega das cartas. ?Os Correios não estão nem aí, são a única empresa que presta esse serviço, esse monopólio estatal?, desabafa. Weverlin Cavalcante conta que as justificativas por parte da estatal pelo atraso na entrega são de que os funcionários da empresa não o encontraram na residência, fato contestado por ele. O estudante conta que já fez reclamações em sites na internet e não obtém nenhum retorno por parte dos Correios. Não bastasse o fato das faturas que chegam atrasadas, o estudante conta que faturas que não são dele e não estão com o endereço de sua residência são entregues em sua casa mesmo assim. As faturas, muitas vezes, são de vizinhos e quem acaba entregando é ele mesmo. Weverlin Cavalcante afirma que o monopólio do serviço por parte da estatal faz com que o serviço seja mal prestado, segundo ele. ?Somos reféns dos correios, e o pior é que não adianta reclamar?, declara. *Sob supervisão da editoria de Economia.

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