Economia
Briga entre os poderes agrava crise municipal
A incerteza político-administrativa da gestão do presidente Michel Temer ? investigado e passível de prisão pela operação Lava Jato ?, a falta de entendimento no Congresso Nacional, os desentendimentos em Brasília entre os Poderes Legislativos, Judiciário e Executivo contribuem para o agravamento da crise econômica que sufoca a maioria dos municípios brasileiros, deixando mais de 13 milhões de desempregados no País. A avaliação é do presidente da AMA, Hugo Wanderley. O líder dos 101 prefeitos alagoanos desconhece quem ?estourou? a Lei de Responsabilidade Fiscal no Estado. Porém, admite que até as prefeituras que tinham situação econômica estável, atualmente vivem no limite crítico. ?A situação das pequenas prefeituras ? daquelas que dependem do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e dos repasses federais para manter os serviços básicos ? é gravíssima?, alertou. No período de 21 a 24 de maio, a maioria dos prefeitos brasileiros participará da XXI Marcha a Brasília convocada pelo presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski. Os gestores reivindicam divisão igualitária dos recursos referentes aos royalties do petróleo, reajuste de recursos dos programas federais, reforma da política tributária, entre outras. Os prefeitos sabem, porém, que boa parte das reivindicações que depende de aprovação no Congresso Nacional está engessada por causa da intervenção federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro. De acordo com a constituição Federal, as emendas constitucionais não podem tramitar no Congresso enquanto houver intervenção federal em qualquer estado.