Economia
Traipu tem dificuldades para equilibrar despesas
A prefeitura de Traipu, que fica numa região pobre do Agreste, distante 186 quilômetros de Maceió, é extremamente dependente do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), dos repasses federais para a educação e de programas sociais como o Bolsa Família. Sem esses recursos, a maioria dos 28 mil habitantes (IBGE) estaria numa situação de miséria generalizada como no passado, quando a cidade se destacou com um dos mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do País. A prefeitura teve de demitir mais de 800 servidores comissionados no ano passado para conseguir equilibrar as contas públicas. A arrecadação municipal do FPM está em torno de R$ 1,3 milhão. De acordo com o prefeito Sílvio Bezerra Cavalcante (PRTB), a prefeitura ainda é a maior empregadora na região, que sobrevive da pecuária, da pesca artesanal no rio São Francisco e do pequeno comércio. ?A folha dos 1.465 funcionários consome 54% da receita?, admitiu o prefeito. Mas um dos assessores da secretaria de Finanças, que pediu para não ter o nome publicado, disse já houve período em que a prefeitura teve de extrapolar o limite da LRF. Traipu enfrenta situação semelhante a de outras prefeituras do Sertão e Agreste. Ultrapassar o limite de gasto com a folha de pessoal determinada pela Lei de Responsabilidade Fiscal neste período de agravamento da recessão não é novidade. O prefeito não confirma as informações de bastidores da política local. Ele sustenta que ?estamos no limite da LRF com a folha e vamos tentar manter assim?.