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Carro flex�vel torna mercado do �lcool ilimitado

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Edivaldo Junior O mercado do álcool combustível é ilimitado e deve crescer acentuadamente nos próximos anos, tanto no mercado interno quanto no externo. A estimativa da indústria sucroalcooleira nacional é que sejam acrescidos à frota nacional mais de um milhão de veículos bi-combustível ou ?flexíveis? anualmente, a partir de 2003. Os novos carros, cujo primeiro modelo é Gol Flex, da Wolkswagen, começam a chegar ao mercado a partir deste mês. Eles são desenvolvidos para rodar com álcool ou gasolina ou qualquer mistura dos dois combustíveis. Na hora de abastecer, o motorista vai escolher se coloca 100% de álcool, 100% de gasolina ou se mistura os dois combustíveis. O avanço da tecnologia abre para o consumidor o poder de escolha pelo combustível mais econômico e lança, ao mesmo tempo, um desafio para a indústria sucroalcooleira: assegurar a estabilidade do abastecimento. ?Está nas nossas mãos. Temos pela frente um horizonte de crescimento fantástico. O futuro é brilhante. Estamos maduros para conquistar, cada vez mais, o mercado de combustível e a confiança do consumidor?, disse o presidente da Única (União da Agroindústria Canavieira de São Paulo), Eduardo Pereira de Carvalho, que participou, sexta-feira, da posse do presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas (Sindaçúcar/Alagoas), Pedro Robério Nogueira, em Maceió. Carvalho apontou como outro grande desafio para o setor e o governo federal a conquista de novos mercados mundiais para o açúcar e o álcool brasileiros. ?Precisamos derrubar as barreiras e acabar com os subsídios que reduzem nossa competitividade no mercado externo?, disse. Japão A conquista de novos mercados para o álcool, a exemplo da Europa e países como o Japão, requer, segundo o coordenador da Câmara Setorial da Cana-de-açúcar, Luiz Carlos Carvalho, que também participou da posse de Pedro Robério Nogueira, a busca permanente da credibilidade. ?Temos que conquistar não só a credibilidade do consumidor brasileiro, mas também de países como o Japão. Hoje, nosso programa de álcool é um exemplo para o mundo. No entanto, para conquistar o crescente mercado da energia renovável e limpa será preciso construir políticas sólidas, garantir produtos competitivos e principalmente o equilíbrio da produção. Ao contrário do açúcar , que podemos reduzir consumo ou até importar, o álcool requer planejamento estratégico, a partir da autogestão do setor, pois é um produto que não tem disponibilidade no mercado mundial?, disse.

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