Economia
Projeto que abriga adolescentes e crian�as de rua passa dificuldades
BLEINE OLIVEIRA O Projeto Horta atende crianças e adolescentes de rua com apoio integral, educação e profissionalização mas enfrenta dificuldades desde que a congregação de freiras italianas Pobres Filhas da Visitação não renovou o contrato de comodato da casa, na Barra Nova, onde vinha sendo executado há 15 anos. A decisão das religiosas quase inviabilizou o projeto que ficou sem espaço físico para instalar seus equipamentos e acomodar as 75 crianças internas. Elas foram entregues a famílias e boa parte retornou às ruas. Segundo o responsável pelo projeto, agrônomo José Crisólogo de Sales, uma outra casa foi alugada para o retorno às atividades, mas está difícil pagar aluguel e arcar com outras despesas. ?Conseguimos um terreno, doado pela Prefeitura de Marechal Deodoro e nos reunimos com a Promotoria local para ocupá-lo em regime de comodato?, disse Crisólogo. Mas, para construir estrutura para instalar os equipamentos e acomodar as crianças, o projeto Horta precisa de ajuda. ?O trabalho requer ajuda de voluntários e financeira?, afirma José Crisólogo. O Projeto Horta funcionava com oficinas para cursos de panificação, marcenaria, sorveteiro, sandálias e sapatos e mecânica de automóvel. Após o vencimento do contrato com a congregação, restou apenas parte dos equipamentos da padaria e os móveis da casa. Os demais equipamentos estão com as irmãs como pagamento de funcionários, após a rescisão de contrato dos 22 trabalhadores. O trabalho desenvolve ainda atividades musicais, capoeira, teatro, ensino da 1ª a 4ª série e reforço até a 5ª série. Nascido das reivindicações de meninos de rua que, em 1987, queriam uma casa para morar, o projeto Horta começou inicialmente num terreno cedido pelo então arcebispo metropolitano de Maceió, dom Edvaldo Amaral. Mas em 1991, ele vendeu a área para a congregação Pobres Filhas da Visitação. ?Elas começaram a ser financiadoras do projeto na época, sem perguntar se a gente deveria ou não continuar. Em 96, queriam que o Projeto Horta ficasse a cargo da congregação, não aceitamos e foi feito um convênio em comodato, que após seis anos se venceu e não aceitaram mais renová-lo?, explicou Crisólogo de Sales. Em dezembro, 75 crianças e adolescentes tiveram que ser retirados da casa e agora estão num imóvel com contrato de aluguel por seis meses. Até o momento, 565 menores já foram atendidos pelo Horta. As doações podem ser feitas na conta nº 121-111-0, agência 0013-2, do Banco do Brasil. Mais informações sobre o trabalho voluntário e outras formas de contribuição ao projeto podem ser obtidas pelo telefone: 260-6312.