Economia
Observatório em AL vai fiscalizar postos
O Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/AL) vai criar, em parceria com diversos órgãos estatais e instituições, um observatório para fiscalizar postos e esclarecer os motivos dos constantes aumentos no preço final dos combustíveis em Alagoas. Numa reunião, ontem, foram discutidos os temas, além dos preços, que precisam ser analisados. Estão na lista a fiscalização dos serviços, a segurança e a qualidade dos estabelecimentos em funcionamento em todo Estado. ?Não queremos demonizar o setor, mas assegurar a qualidade dos serviços?, disse o diretor-presidente do Procon/AL, Galba Netto. Segundo ele, o observatório vai dar suporte e capacitar as equipes de fiscalização, para que o trabalho seja consequente e positivo, sem criar expectativa e depois frustrar a população, que espera resposta para as demandas que encaminha ao Procon. ?O observatório vai permitir uma fiscalização mais detalhada, com cada órgão cuidando das suas atribuições. É uma iniciativa positiva. Vamos somar com o trabalho que o Procon realiza?, disse a advogada Joveridiana Wanderley Abraão, da Comissão de Direitos do Consumidor, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL), que participou da reunião. Entender como os preços dos combustíveis são definidos é um dos objetivos do observatório, cujos integrantes querem entender as tabelas de precificação. A advogada Joveridiana disse ainda que na reunião foi discutida a política de preços da Petrobras, e as formas que a sociedade dispõe para fazer o governo reduzir os impostos dos combustíveis e os lucros da estatal de petróleo. Para ela, o governo ?precisa ter consciência e adotar para os combustíveis preços condizentes com as condições de renda da população brasileira?. A advogada afirmou ainda que os aumentos diários estabelecidos pela Petrobras tornaram a situação insustentável. ?A política de preços dos combustíveis tornou impossível a atividade dos caminhoneiros?, acrescentou Joveridiana. A reunião que decidiu pela criação do observatório, disse Galba Netto, ganhou ainda mais significado em decorrência da crise provocada pelo movimento dos caminhoneiros, em Alagoas, e em todo País.