Economia
Petroleiros paralisam atividades em Alagoas
Os petroleiros alagoanos participam nesta quarta-feira, 30, do movimento nacional da categoria, para pressionar a Petrobras a rever a política de indexação dos preços dos combustíveis. Depois de assembleia, ontem, em cada uma das unidades da estatal no Estado, o Sindicato dos Trabalhadores Químicos, Petroquímicos e Petroleiros de Alagoas (Sindipetro/AL) dá continuidade a um movimento em defesa da Petrobras, que, segundo a diretoria da entidade, começou antes da paralisação dos caminhoneiros. ?O governo Temer acelerou o processo de desmonte da empresa, com a venda de campos maduros, de refinarias e terceirização?, disse Rosselliny Vieira, diretora do Sinpetro/AL. O movimento começou com atraso no início da operação nas unidades da Transpetro, no Porto de Maceió, no bairro de Jaraguá, no município do Pilar, e no campo de Furados, em São Miguel dos Campos. Mas, segundo a diretora, os trabalhadores cruzam os braços, por 72 horas, nesta quarta-feira, 30, conforme orientação da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). O movimento, iniciado em abril último é contra a decisão da diretoria da Petrobras de vender 60% do capital de quatro refinarias, duas delas no Nordeste. Foram colocados à venda percentuais das refinarias Randulpho Alves (Rlam), na Bahia, a Nordeste, ou Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, Alberto Pasqualine (Refap), no Rio Grande do Sul, e a Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná. A estatal pretenderia reduzir de 99% para 75%? sua participação no mercado nacional de refino de petróleo. A venda inclui, além das unidades de refino, a infraestrutura logística dessas refinarias, que somam 12 terminais. Ao divulgar o movimento, o Sindipetro destaca que as quatro refinarias juntas têm capacidade para processar 846 mil barris de petróleo por dia. ?A Petrobras adotou uma política com foco unicamente no lucro, sem considerar os interesses da população brasileira?, reclamou Rosselliny Vieira. E ainda põe em prática uma política de substituição do monopólio estatal por monopólios privados, acrescenta a dirigente sindical.