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‘Aumento de tributo é lamentável’, diz Fiea

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O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra de Andrade, considerou como lamentável a possibilidade de o governo federal aumentar impostos para compensar a redução de R$ 0,46 no preço do diesel nas bombas até o fim do ano, em atendimento às reivindicações dos caminhoneiros em greve. Para Carlos Lyra, em vez de aumentar a carga tributária, ?o governo deveria trabalhar para reduzir a burocracia e as despesas cada vez maiores do estado brasileiro?. A ideia de aumentar os tributos foi ventilada na segunda-feira, 28, pelo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. Ele disse que o governo terá de aumentar impostos de ?outras coisas? ou retirar benefícios tributários para garantir uma das partes da redução de impostos sobre diesel, com impacto de 4 bilhões de reais neste ano. Desses 46 centavos que serão reduzidos no preço do diesel, 30 centavos serão bancados até o final do ano pela União, via programa de subvenção que custará 9,5 bilhões de reais, coberto por uma sobra de 5,7 bilhões de reais que o governo tem em relação à meta de deficit primário, além de corte de despesas de 3,8 bilhões de reais. Segundo o presidente da Fiea, a melhor saída está na adoção de medidas que criem as condições necessárias para o País voltar a crescer, como a aprovação das reformas tributária e da previdência. ?O Brasil deveria seguir o exemplo de países desenvolvidos que apostam na redução de impostos para fomentar a economia, atrair investimentos e gerar mais empregos?. Um dia depois de ter ventilado a possibilidade de aumento de tributos, o ministro da Fazenda disse ontem que o governo não vai aumentar impostos para compensar a redução no preço do diesel nas bombas, mas admitiu que devem ser retirados benefícios fiscais de alguns setores.

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