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Caminhoneiros: a força de quem move Alagoas

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Os trabalhadores que paralisaram o País por mais de uma semana mostraram que a força de uma categoria não é medida pelo poder econômico e nem pela organização de associações e sindicatos. Em Alagoas, os bloqueios duraram sete dias e foram organizados no boca a boca e com a ajuda de redes sociais. A revolta com o alto preço cobrado pelos combustíveis, a baixa remuneração e as ?humilhações? rotineiras foram transformadas em força de mobilização. ?A nossa greve começou e terminou de maneira pacífica, conquistamos o apoio da maioria das pessoas e conseguimos mostrar o tamanho de nossa força, por isso, na minha opinião, conseguimos alcançar nosso objetivo. Agora todos sabem que a gente não está aqui para brincadeira, que não vamos mais continuar aceitando sermos massacrados. Se a situação voltar a ficar ruim, a nação caminhoneira para o País de novo?, afirmou o caminhoneiro Demorisvaldo Cosmo, mais conhecido como Moura. O motorista, que tem mais de 20 anos de estrada, passou uma semana entre os colegas que bloquearam a BR-316 no município de Palmeira dos Índios e não trabalha mais carregando mercadorias entre diferentes regiões do País, como fazia antes. Atualmente roda apenas na região e em municípios vizinhos, mas afirma que as dificuldades financeiras são tão grandes quanto a de colegas que chegam a passar semanas longe da família. ?Quem trabalha dirigindo caminhão hoje faz isso porque não tem outra opção. Se você chegar lá no meio [apontando para o grupo de caminhoneiros reunidos às margens da rodovia] e dizer que tem um emprego para eles na cidade onde a família mora, não fica um no caminhão. A gente gosta do que faz, mas não está dando para sustentar a família com esse trabalho. Muitos trabalham, passam semanas ou até mais fora de casa e, no final, o que sobra do valor do frete não cobre nem os reparos no caminhão que precisam ser feitos?, afirma Moura.

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