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Abastecimento de gás deve se normalizar a partir de quinta

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Os motoristas José Leonildo, de Arapiraca, Sebastião Gomes, de Junqueiro, e Jorge Saturnino, de Major Izidoro, esperavam pacientemente, na tarde dessa segunda-feira, 4, pelo momento da coleta, numa distribuidora da capital, dos botijões de gás que serão revendidos a alguns dos consumidores das cidades em que residem e trabalham. ?Por causa da greve, faltou botijão lá em Junqueiro. Um aperreio só?, comentou Sebastião Gomes. Ele estacionou carreta com 900 vasilhames vazios às 9h de ontem. Até as 16h30, quando a Gazeta de Alagoas o entrevistou, não havia previsão alguma da hora em que conseguiria coletar botijões cheios. ?Se não conseguir hoje [ontem], é provável que só consiga levar os botijões amanhã [hoje]?, comentou, observando a fila de caminhões. Enquanto falava à Gazeta, Jorge Saturnino recebia telefonema de seu patrão, a quem deixava muito claro: ?tá difícil abastecer ainda hoje [ontem]. Tem muita gente na minha frente?. Desde o fim da greve dos caminhoneiros, razão pela qual o transporte de quaisquer cargas foi interrompido nas principais rodovias brasileiras, tem sido grande a dificuldade para abastecimento de gás de cozinha em todo o Estado. A expectativa do empresariado é de que só seja normalizado a partir de quinta-feira. ?A demanda é muito grande e os estoques ainda estão sendo recompostos. É provável que só consigamos voltar à normalidade a partir de quinta-feira?, explicou o empresário Laedson Ferreira Soares, presidente da Associação dos Revendedores de Gás de Alagoas (Argal), e cuja empresa também está desabastecida. Até ontem, seu caminhão com 900 botijões vazios aguardava a vez para ser abastecido numa das distribuidoras de gás da capital. ?O abastecimento continua muito difícil?, comentou. Outra dificuldade relatada pelo líder sindical seria a exigência por parte das distribuidoras de só receberem seus próprios vasilhames. ?Embora sejam iguais os botijões, há distribuidora exigindo os botijões de sua marca para fazer o abastecimento. Isso não é ilegal, mas atrasa bastante o processo de abastecimento das empresas e, consequentemente, das residências onde não há mais gás de cozinha?, explicou Laedson Ferreira. Além da distribuidora diante da qual havia fila de caminhões, no bairro do Tabuleiro, outras três funcionam na capital alagoana. Uma delas recebe o produto por tubulação que a conecta a uma unidade de processamento de gás no município do Pilar. As demais dependem de transporte terrestre.

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