Economia
Risco-Brasil desaba e fica abaixo dos 900 pontos
São Paulo - O apetite dos estrangeiros por papéis brasileiros, que já vinha aumentando nos últimos dias, foi alimentado ainda mais ontem com o resultado da balança comercial, que acumula superávit de US$ 4,471 bilhões no ano até a segunda semana de abril. Essa melhora na percepção dos estrangeiros em relação ao Brasil levou o risco-país a cair 4,46% e fechar a 877 pontos básicos, menor nível desde 2 de maio, quando estava em 885 pontos. A tendência agora é o risco caminhar para o patamar dos 700 pontos básicos. Analistas acreditam que esse nível será atingido ainda nesse semestre. Há dúvidas, pórem, quanto ao impacto do fim da guerra na percepção de risco de emergentes como o Brasil, que passaram a ser melhor avaliados em relação aos demais países. O C-Bond, principal títulos da dívida soberana do Brasil, subiu 1,8%, atingindo 85% do seu valor de face. Alan Marinovic, analista da ABM Consulting, avalia que o resultado da balança ??dá uma folga financeira para o Brasil?? e aumenta a credibilidade dos investidores externos na capacidade de o país honrar seus compromissos. Dólar recua 1,31% O dólar comercial terminou o dia em baixa de 1,31%, vendido a R$ 3,163. À série de boas notícias que foram responsáveis pelo otimismo do mercado nos últimos dias somou-se ontem o superávit da balança comercial. Cada notícia sobre a economia brasileira é observada com muita atenção pelo mercado financeiro, que tenta identificar uma tendência para o câmbio no médio prazo. Assim, todas as atenções se voltam para a divulgação, hoje, da segunda prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado) do mês de abril, elaborado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). O dólar turismo fechou em baixa de 0,60%, a R$ 3,270 mas o paralelo subiu 0,30%, para R$ 3,300. Outro fator que pesou nas cotações da moeda norte-americana foi o bom humor dos mercados financeiros internacionais. Os resultados positivos de empresas relativos ao primeiro trimestre do ano, como o da Vivendi Universal, o do Citigroup e o do Bank of America animaram os investidores, e dessa forma as principais Bolsas européias, bem como a de Nova York, tiveram fortes altas. Bolsa sobe 1,32% A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve um desempenho cauteloso ontem (14), antevéspera do vencimento do índice futuro na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). O Índice Bovespa (Ibovespa) fechou em alta de 1,32%, em 11.873 pontos, mas com volume financeiro tímido, de apenas R$ 488 milhões (US$ 154 milhões).