Economia
Consumidores reclamam do preço nos postos
O assistente administrativo Jefferson Lucas dispende uma média de R$ 600,00 por mês para abastecer seu automóvel, utilizado para ir ao trabalho e à faculdade. Com a recente elevação do valor da gasolina, ele compra menos combustível e está fazendo os ajustes possíveis em seu orçamento para não deixar o possante parado. ?Abasteço três vezes por semana e gasto uma média de R$ 150. Além disso não é possível, porque minha renda não aumentou?, explicou à Gazeta de Alagoas, ontem à tarde, enquanto um frentista completava o tanque de seu veículo. ?Pagar R$ 4,69 pelo litro me faz lembrar dos R$ 3,69 pagos há algum tempo?, reforçou. No estabelecimento em que a reportagem o encontrou, o litro do etanol custa R$ 3,49. ?Acho que ainda não compensa utilizar álcool. Então, o jeito é abastecer com gasolina?, comentou. A carestia no preço dos combustíveis tem sido objetivo de fiscalização do Procon Alagoas, que notificou 70 estabelecimentos até ontem. A direção do órgão deu prazo de dez dias para cada um dos empresários apresentarem planilhas detalhando como é que cada estabelecimento compôs o seu preço. Quando dispuseres da papelada, os fiscais do órgão estatual poderão ou não afirmar que há abuso na revenda do produto. ?Só sei que está muito caro abastecer. Muito caro mesmo!?, enfatizou Manoel de Souza, taxista cujo ponto de trabalho fica no bairro do Farol, parte alta da capital. ?Vou experimentar etanol e avaliar se vale a pena ou não. Se for viável, a ideia é deixar de usar gasolina, que está muito cara?, avisou o taxista. Humberto José da Silva, outro taxista, também não esconde sua insatisfação com o preço da gasolina. Dizendo-se prejudicado pela concorrência do Uber, acha até que o preço da bandeirada, valor mínimo cobrado por qualquer viagem, poderia ser reduzido se houvesse garantia de passageiros para regressar ao ponto.