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Previdência complementar é uma alternativa

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A realidade da maioria dos trabalhadores urbanos que atuam com carteira assinada ou como autônomos é diferente. Além dos 5 anos a mais de trabalho, eles quase sempre não têm tanta dificuldade para se aposentar. Outra diferença é que nem sempre querem ou se contentam com o salário mínimo. Há quem busque a chamada previdência complementar para tentar a escapar da realidade do salário mínimo. Atualmente, o teto da Previdência, para 35 anos de contribuição, é de R$ 5.645. Mas, na prática, levando em conta apenas o tempo de contribuição, a incidência do fator previdenciário vai corroer 31% desse valor. Por isso, para garantir o teto, o trabalhador vai trabalhar, com as regras atuais, mais seis anos. Há quem opte pela previdência complementar, que é apontada como uma maneira de garantir um salário próximo ou igual ao que a pessoa tinha quando estava na ativa. Mas Rômulo Sales ressalta que tudo tem de ser devidamente planejado. Num cenário perfeito ele considerou uma rentabilidade líquida de 3% ao ano do plano de aposentadoria. Ele exemplifica que uma pessoa, hoje com 40 anos, que queira se aposentar com 65 anos ,e espera ter uma sobrevida de mais 15 anos, para receber nesse período a aposentadoria do INSS, e mais um valor complementar referente a 100% do salário que tinha na ativa, precisaria contribuir mensalmente com 32,74% da renda atual em um plano de aposentadoria complementar. ?Se a pessoa se enquadra no exemplo e tem renda mensal de R$ 1 mil, na prática, teria que economizar R$ 327 todo mês?, explica.

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