Economia
É nesta feira que garanto o sustento da minha família
Outro que chegou ainda criança foi Cícero Anselmo, de 50 anos, casado, oito filhos e dez netos. ?São quase 40 anos consertando e vendendo bicicletas. É nesta feira que garanto o sustento da minha família?. Os pais dele trabalhavam na zona rural de União dos Palmares e Cícero queria se mudar para a capital. Sem profissão definida, começou como ajudante e, quando ficou rapaz, montou o próprio negócio. A história é parecida com a do comerciante José Ataíde da Silva, de 63 anos, conhecido como Paulo Gaia. Ao ficar desempregado, há 35 anos, foi trabalhar na feira para sustentar os 13 filhos. Com o dinheiro que ganha hoje ajuda também na sobrevivência dos seis netos. Paulo Gaia lembra que a feira já foi tema de reportagem de televisão, de programas de rádio, de filmes, objeto de pesquisa dos estudantes das universidades. ?Acho que a Feira do Passarinho deveria ser preservada e transformada em ponto cultural da cidade?, afirma o feirante.