Economia
Os desalentados de Alagoas: 17% desistiram de procurar emprego
Desânimo pela falta de espaço no mercado de trabalho. O primeiro trimestre de 2018 trouxe à tona dados nada animadores para os alagoanos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral, a Terra dos Marechais apresenta, atualmente, a maior taxa de desalentados entre todos os estados brasileiros. Segundo o órgão, 17% dos cidadãos em idade de trabalhar, em Alagoas, desistiram de procurar emprego depois de tanto tentar. O volume é 4,2 pontos percentuais maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando 12,8% da população estava nessa situação. O IBGE considera como população desalentada aquela que estava fora da força de trabalho por razões como: não conseguir trabalho adequado, não ter experiência ou qualificação, ser considerada muito jovem ou idosa ou não haver trabalho na localidade em que residia. A auxiliar de cozinha Eliege Alves, 37 anos, faz parte da estatística de profissionais que beiram o desânimo ao se deparar com a dificuldade de encontrar uma colocação no mercado. ?Exigem demais para voltar ao mercado de trabalho. Por causa da minha idade não querem mais me contratar, buscam pessoas de no máximo 25 anos de idade. Isso atrapalha bastante. Eu ganhava bem quando estava empregada, hoje o que consigo com meus ?bicos? não é o suficiente para manter o sustento da minha casa?, desabafa Eliege, que está desempregada há 4 anos, e hoje trabalha como manicure porta à porta. Em todo Brasil, o contingente de desalentados nos primeiros três meses do ano foi de 4,6 milhões de pessoas. O número nacional supera o último trimestre de 2017, quando 4,3 milhões de cidadãos estavam desiludidos e fora do mercado de trabalho. Leia mais na página A14 * Sob supervisão da editoria de Economia.