Economia
Bairro tem mais de 2 mil empresas ativas
O outro bairro de Maceió que se assemelha ao Benedito Bentes é o Jacintinho, que, além de ser o segundo mais populoso, também comporta um comércio bastante aquecido. Segundo a Junta Comercial de Alagoas (Juceal), no Benedito existem 2.046 empresas com registro ativo no banco de dados, incluindo os Micro Empreendedores Individuais (MEIs). Enquanto que no ?Jaça? existem 1.965 empresas com registro ativo no banco de dados, também acrescentando os MEIs. Não chega a ser uma disputa comercial, mas se fosse, a parte alta da capital levaria a melhor. ?O comércio do Benedito tem uma vantagem competitiva que é a de estar distante do Centro e dos bairros da orla, por isso atende sua população com exclusividade e atrai um pouco do público da vizinhança. Enquanto o comércio do Jacintinho atende sua população, mas tem que disputar com as redes comerciais e de serviços mais competitivas e próximas, como a do Centro e dos bairros da orla marítima?, assegurou Péricles. O grande comércio existente no Benedito Bentes deixa um questionamento pertinente no ar: o de que, por si só, o bairro poderia se autossustentar economicamente. Segundo Alexandre Araújo, não há discussão e que o autossustento é inquestionável. ?O complexo Benedito Bentes, hoje, é um bairro desenvolvido. Para se ter uma ideia, temos duas fábricas, faculdades, uma grande variedade de lojas, entre outras coisas. Tenho certeza que o bairro poderia ficar de pé se o Biu se tornasse algo independente. E olhe que estamos em plena atividade de expansão?. Porém, para o especialista Cícero Péricles, o bairro apesar de grande, não tem condições de se autossustentar devido ao alto nível de pobreza existente e continua a depender dos demais bairros de Maceió para seguir na mesma maré de crescimento. ?O Benedito Bentes, mesmo populoso, é ainda um bairro pobre, muito dependente das relações que mantém com os demais bairros de Maceió. Grande parte da população residente nos seus conjuntos têm suas atividades profissionais e de renda fora de lá. * Sob supervisão da editoria de Economia