Economia
Tribunal, o ministro João Batista Brito Pereira
Na quinta-feira, 21, a Petrobras foi derrotada na maior ação trabalhista da história da companhia. O plenário do Tribunal Superior do Trabalho (TST) deu razão aos trabalhadores e decidiu que a estatal não pode incluir no cálculo da base salarial o adicional noturno, periculosidade e horas extras. A decisão pode levar a empresa a desembolsar mais de R$ 15,2 bilhões para complementar salários de trabalhadores ativos e aposentados pelos pagamentos passados, além de elevar a folhada estatal em R$ 2 bilhões por ano daqui para a frente. O placar foi apertado: 13 votos a favor dos petroleiros e 12 ministros a favor da estatal. A decisão saiu apenas com o voto de minerva do presidente do Tribunal, ministro João Batista Brito Pereira. A empresa informou, porém, que não haverá desembolso até que sejam esgotados os recursos na Justiça. A petroleira afirmou que vai recorrer com embargos de declaração no próprio TST e, depois, deve ir ao Supremo Tribunal Federal (STF). A votação foi acirrada. Entre os ministros, houve até discussão sobre o uso da vírgula no acordo coletivo da Petrobras, o que atrapalharia a compreensão de como deve ser feito o cálculo de benefícios e adicionais ao salário dos petroleiros. Ao votar, o presidente Brito Pereira disse que não discutiria vírgulas nem crases.