Economia
Proibir autoatendimento é contramão, diz Fecomércio
A assessoria legislativa da Federação do Comércio do Estado de Alagoas (Fecomércio AL) está acompanhando o projeto de lei 473/2017, de autoria do deputado Galba Novaes (MDB), que proíbe os hipermercados, supermercados e similares a venda de produtos por meio de sistema automatizado. Para a entidade, a proposta está na contramão de uma tendência mundial, que já é realidade em vários países. A Federação entende ainda que o autoatendimento facilita a vida do consumidor, traz o uso de tecnologia a favor dos negócios e da geração de emprego em sua cadeia produtiva. O projeto tramita na 7ª Comissão de Administração, Segurança, Relação do Trabalho, Assuntos Municipais e Defesa do Consumidor. Para a assessora da presidência da Fecomércio, Cláudia Pessôa, o autoatendimento assegura uma nova era no relacionamento das empresas de varejo com o consumidor final. ?Trata-se de um sistema seguro, pois além de garantir rapidez na compra para o cliente oferece segurança ao varejo. Outra vantagem é que diminui o fluxo de dinheiro nas lojas, uma vez que somente aceitam cartões de crédito ou débito?, explicou. Segundo Cláudia, outro benefício é que o autoatendimento resolve o maior índice de reclamações no varejo alimentar que são as filas porque permite uma agilidade maior em 30% ou mais. ?Não devemos impedir ou contrariar os novos comportamentos do consumidor que busca a tecnologia a fim de atender o anseio por melhores experiências de compra resolvendo também um problema crítico para o supermercadista. Ninguém mais quer enfrentar filas e, sim, dispor da opção de fazer suas compras da forma mais simples e conveniente possível?, ponderou.