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D�lar fecha no menor valor desde setembro

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São Paulo ? A expectativa de ingresso de recursos externos, o sucesso da rolagem da dívida cambial do Banco Central e o reconhecimento dos investidores externos às políticas do governo fizeram o dólar cair ontem mais 2,62% e fechar cotado a R$ 3,08. Desde o início de 2003 a moeda norte-americana já caiu 13,12%. O valor do fechamento, desta terça-feira, é o menor desde 2 de setembro do ano passado. Ontem, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, e o presidente do BC, Henrique Meirelles, voltaram a receber elogios nos Estados Unidos. ?O Brasil tem coisas boas para dizer aos investidores sobre a política econômica, como o sólido ajuste nas contas externas, e esses encontros são uma forma de divulgar essas medidas que já foram tomadas?, disse Alexandre Bassoli, economista-chefe do HSBC Investment Bank. Entretanto parte desse ajuste das contas externas deve-se à valorização que o dólar teve no ano passado. Com a queda do real, o produto brasileiro exportado ganhou competitividade no exterior e ficou mais caro adquirir artigos importados e fazer viagens internacionais. Devido a isso, muitos investidores acreditavam que, se o dólar caísse para um valor que pudesse atrapalhar as vendas do Brasil ao exterior e estimular as importações, o BC passaria a atuar no mercado, comprando dólares, para segurar a queda. Como os integrantes do governo afirmaram diversas vezes que a autoridade monetária não fará essa intervenção, investidores e exportadores passaram a vender dólares nos últimos dias, o que colaborou para que a cotação caísse 5,2% em apenas três dias. Para ajudar no otimismo predominante no mercado ontem, o Banco Central vendeu US$ 523,8 milhões em contratos de ?swap? cambial e com isso renovou a totalidade da dívida de aproximadamente US$ 1,1 bilhão que vence na próxima semana. Risco O risco-Brasil subiu ontem 0,68%, aos 883 pontos. Apesar da alta, o indicador, medido pelo banco americano JP Morgan, ficou pelo segundo dia consecutivo abaixo dos 900 pontos e no menor patamar em quase um ano. O fechamento do C-Bond, principal título da dívida brasileira, fechou, no entanto, em alta de 0,46%, a US$ 84,96. Já a Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta pelo terceiro pregão consecutivo nesta terça-feira, voltando ao patamar dos 12 mil pontos. Segundo operadores, investidores apostam na continuidade da melhora do mercado acionário brasileiro e, no final do pregão, houve forte entrada de investimento estrangeiro. O Ibovespa avançou 1,95%, para 12.106 pontos, depois de cair 0,39% na mínima do dia. No mês, a bolsa paulista já acumula alta de mais de 7%.

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