Economia
D�lar sobe com press�o de importadores
São Paulo - O dólar comercial relativamente barato, vendido durante a maior parte da quarta-feira por cerca de R$ 3,07, atraiu grandes compradores. Essas empresas, na maioria importadoras, pressionaram a cotação da moeda norte-americana no final do dia e ela fechou em alta de 0,48%, a R$ 3,095, a menor desde 2 de setembro. É o segundo dia abaixo de R$ 3,10. O valor mínimo do dólar foi R$ 3,060 e o máximo, R$ 3,095. Já o turismo caiu 0,94%, para R$ 3,160 e o paralelo recuou 0,30%, para R$ 3,220. A expectativa dos operadores de mercado é de que, no curto prazo, o otimismo dos últimos dias se mantenha. ??Os investidores estão antecipando seus negócios, já que esta semana é mais curta devido ao feriado da Páscoa. Se houver, uma mudança de tendência aconteceria após a reunião do Copom [dias 22 e 23 próximos]??, comenta um analista. Bolsa e risco A Bolsa de Valores de São Paulo interrompeu três pregões seguidos de alta e fechou em queda nesta quarta-feira. O Ibovespa fechou em baixa de 0,52%, aos 12.043 pontos. O risco Brasil voltou a subir nesta quarta-feira e ficou exatamente em cima da barreira psicológica de 900 pontos. O indicador, que serve como um termômetro da confiança de investidores externos na capacidade de o país honrar seus compromissos teve alta de 1,92%, a 900 pontos. O C-Bond, principal título da dívida externa, teve desvalorização de 0,51%, a 84,75% do valor de face. Inflação O Índice Geral de Preços ao Mercado medido entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês vigente (IGP-10) recuou de 1,58% para 1,24% em abril. Calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o indicador reflete queda nos preços no atacado e aumento da inflação no varejo. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) mostrou inflação de 1,22% no período, contra alta de 1,20% no mês anterior fechado em 10 de março. Já o Índice de Preços por Atacado (IPA) recuou de 1,74% para 1,24%.O Índice Nacional de Preços da Construção Civil (INCC), por sua vez, caiu de 1,47% para 1,31%.