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Violência ameaça ostreicultores

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Há 18 anos, os ostreicultores de Alagoas enfrentam dificuldades para se estabelecerem como fonte alternativa de geração de emprego e renda em comunidades pobres do litoral. Os problemas, que dificultam também o desenvolvimento e o crescimento do setor, são relacionados à burocracia para garantir a qualidade sanitária das ostras no mercado estadual e a violência nas áreas de criação em cativeiro. Como o molusco tem alto preço no mercado informal, ladrões atacam e roubam parte da produção. Os problemas começaram a partir do ano 2000, período de criação das Associações dos Ostreicultores no Estado. Organizações não governamentais apareceram com promessas de ajudar a organizar a cadeia e treinar famílias para cultivar o molusco. Algumas entidades que ainda são investigadas pela polícia teriam se apropriado de dinheiro público destinado às associações e, em seguida, abandonado os maricultores. Os prejuízos, em valores corrigidos, passam de R$ 1 milhão. Os recursos foram usados pelas supostas ONGs para adquirir lanchas e outros bens particulares que nunca beneficiaram os criadores de ostras. Uma das entidades prejudicadas foi a Associação Paraíso das Ostras, da comunidade Palateia, a mais pobre do município da Barra de São Miguel (distante 34 quilômetros de Maceió), onde moram cerca de 150 famílias de ex--catadores de lixo e ex-trabalhadores rurais da zona canaveira. Cerca de 50 famílias fundaram a associação e no início trabalharam de graça, inclusive para proprietários de restaurantes ligados às supostas ONGs.

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