Economia
Depuradora de Ostra é construída com recursos da Espanha
A depuradora foi construída com recursos do governo espanhol, que chegaram através de um projeto de cooperação internacional mediante convênio com o governo brasileiro, entre 2007 e 2008. Dois anos depois, a construção do projeto começou. Em 2011, foi inaugurada. Foi aplicado cerca R$ 1 milhão de reais no projeto. O governo da Espanha também domina a técnica de criação de molusco em cativeiro e percebeu, em alguns pontos do Brasil, as condições ideais para a criação. No caso de Alagoas, o cultivo ocorre em áreas abertas e exposta a fontes poluidoras urbanas. Daí, o governo espanhol, antes de investir, apoiou a construção do centro de depuração para tratar as ostras que tem os cativeiros em pontos com risco de contaminação. Quando o Instituto estiver regularizado vai absorver mais de 80% das ostras de Alagoas, eliminará a figura do atravessador e garantirá ao produtor o acesso ao mercado consumidor. ?Queremos também que o produtor sirva ao consumidor uma ostra de total qualidade e que não oferece nenhum tipo de risco à saúde. Costumo dizer aos produtores que consumir ostra sem estar depurada é uma loteria: a pessoa come uma hoje e não sente nada, noutro dia a mesma coisa, mas pode chegar um momento em que a pessoa consuma um produto contaminado e possa vir a passar por uma situação difícil. É um risco. A nossa preocupação é com a saúde pública?, alertou Ricardo Nonô.