Economia
Juros do cheque especial voltam a subir e atingem 196% ao ano
São Paulo - Os consumidores endividados não têm para onde correr. Neste mês, tanto os juros do cheque especial quanto os do empréstimo pessoal continuaram subindo e encarecendo os financiamentos. Pesquisa da Fundação Procon de São Paulo revela que a taxa média cobrada por 13 bancos no cheque especial foi de 9,49% ao mês ou 196,67% ao ano. A taxa de abril é 0,05 ponto percentual acima da de março. No empréstimo pessoal, a história se repete. Os juros médios cobrados do consumidor nos 13 bancos pesquisados ficaram, em média, em 6,22% ao mês ou 106,18% ao ano. Na comparação com março, a pesquisa da Fundação Procon-SP mostra que o acréscimo da taxa mensal foi de 0,12 ponto percentual. A pesquisa mostra que no cheque especial e no empréstimo pessoal nenhuma das 13 instituições financeiras reduziu as taxas de juros, assim como havia ocorrido no mês anterior. A novidade da pesquisa deste mês, com dados coletados nos dias 8 e 9, para um período de 12 meses no empréstimo pessoal e taxas máximas prefixadas para clientes que não são preferenciais no cheque especial, é que o acréscimo nos juros de um mês para o outro foi maior no empréstimo pessoal. Coincidência ou não, o fato de as taxas de juros dos empréstimos pessoais terem subido de forma mais acelerada do que no cheque especial pode estar ligado ao esforço das instituições financeiras em oferecerem linhas de crédito alternativas para que o consumidor consiga saldar dívidas no cheque especial, no qual os juros são mais elevados. Maior taxa A pesquisa sobre juros contemplou também as taxas aplicadas pelas instituições sobre as operações de crédito especial. Para esta modalidade, a maior taxa foi a apresentada pelo Banco Itaú, que está cobrando, em média, 6,95% ao mês para contratos com prazo de 12 meses. O Banco de Crédito Nacional (BCN), controlado pelo Bradesco, lidera em abril o ranking das instituições que estão cobrando as maiores taxas de juros sobre a utilização do limite do cheque especial. Ao todo foram consultadas 13 instituições bancárias. No BCN, o cliente que se ver na necessidade de usar o limite de seu cheque especial terá que pagar uma taxa de 10,40% sobre o valor utilizado. Na ponta contrária ao BCN, aparece a Caixa Econômica Federal (CEF), com taxa mensal de 8,85%. Apesar de a maior taxa ter sido apurada no BCN, os bancos que elevaram suas taxas em abril foram o Unibanco e o Bradesco, controlador do BCN. O Unibanco, segundo apuraram os técnicos do Procon, reajustou sua taxa de 8,90% ao mês para 9,40%. No Bradesco, o reajuste foi de 9,70% ao mês para 9,80%.