Economia
Alagoanos lutam para sobreviver à fome e ao desemprego no Estado
Há mais de duas décadas, uma pernambucana sonhava com uma vida melhor. Queria deixar a roça e criar os dez filhos numa capital. Não pensava em seguir rumo ao Sudeste do País, como faz ? ou fazia ? a maioria dos nordestinos. Alimentava o desejo de conseguir um emprego em Alagoas. Saiu de Quipapá (PE) e veio para Maceió. Mãe de dez filhos, hoje vive às margens de um canal que exala mau cheiro, provoca doenças e atiça revolta. Como se enterrasse a esperança de uma vida mais digna. Assim como a Isabel, 60 anos, que abre essa reportagem, muitos dos que vivem em Alagoas hoje sofrem por não vislumbrarem mais um presente e um futuro melhor. Nos 201 anos de emancipação política de Alagoas ? com seus 3,3 milhões de habitantes ? vamos ainda cambaleando nos índices que avaliam nossa evolução na economia, educação, segurança pública e saúde. Todos seguem sentindo a gravidade de uma desigualdade social que leva para as ruas um exército de famintos.