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Galinhas podem consumir milho transg�nico em AL

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As granjas de Alagoas podem passar a consumir milho transgênico, vindo da Argentina, nos próximos dias. Pelo que foi apurado pela reportagem, parte da carga de 17,8 mil toneladas, comprada por um consórcio formado por 11 avicultores de Pernambuco - descarregada na manhã de ontem, do navio ®MDUL Mike M®MDNM, de bandeira Argentina, no Porto do Recife. Além de avicultores de Pernambuco, o milho transgênico deve ser distribuído com produtores de Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. A importação do milho transgênico que chegou ao Porto do Recife na última terça-feira, foi autorizada por liminar da 2ª Vara da Justiça Federal. Outras 20 toneladas do produto, vindo da Argentina, devem desembarcar no Recife até o final de maio. Em Pernambuco, essa importação deve causar polêmica. O deputado Isaltino Nascimento (PT) deu entrada na tarde de ontem com um pedido de cassação da liminar da 2ª Vara da Justiça Federal. Embora a importação tenha apresentado um laudo do Conselho Nacional de Biossegurança (CNTBio), assegurando que não faz mal à saúde humana consumir aves alimentadas com cereal transgênico, o deputado Isaltino Nascimento, questionou o documento. O milho comprado na Argentina será distribuído entre os 11 avicultores e servirá apenas de ração animal, garantiu a Associação Avícola de Pernambuco (Avipe). O presidente da entidade, Edilson Santos, explicou que, há cinco anos, o Estado consome aves do Rio Grande do Sul, que são alimentadas com soja transgênica plantada na região. ?Nunca tivemos problema algum. No mundo, milhões de pessoas se alimentam com produtos do tipo?, observou. O presidente da Associação dos Avicultores de Alagoas (Avisal), Klécio dos Santos, não confirmou a vinda de parte da carga de milho para o Estado. Ele no entanto admitiu que a entidade está buscando alternativas para enfrentar a crise no abastecimento de milho ? entre elas a importação de transgênicos. ?Temos informações seguras de não faz mal nenhum a saúde humana o consumo de aves alimentadas com transgênicos e por isso estamos estudando a possibilidade de pleitear a importação do milho argentino? afirmou.(EJ) /// Escassez de milho no Brasil forçou importação, diz Avipe O presidente da Avipe, , Edilson Santos, explicou que os avicultores estão sendo obrigados a importar o milho transgênico porque os estoques do Governo Federal acabaram. Além disso, ele diz que o setor enfrenta uma concorrência desleal com diferenças de até 40% no preço do produto. ?Uma saca com 60 quilos de milho que vem de Goiás e da Bahia chegam ao Recife por R$ 33,00. Enquanto que, as vendidas no Rio Grande do Sul custam apenas R$ 20,00?. A saca com milho importado da Argentina é vendido aos pernambucanos por R$ 24,50. De acordo com Edilson Santos, mais de 60 milhões de hectares são cultivados em todo o mundo com produtos transgênicos. ?Até então, nunca tivemos registro de contaminação?, declarou, ressaltando que a importação do produto continuará, enquanto o País não tiver estoque suficiente de milho para abastecer os avicultores locais. Segundo o presidente da Avipe, o cereal importado da Argentina ainda suprirá as necessidades dos 11 produtores de frango apenas por um mês. A polêmica em torno da importação dos transgênicos no Nordeste cresceu após o governo proibir a entrada de 38 mil toneladas de milho importado da Argentina, em julho de 2000, o que provocou protestos dos avicultores. Em agosto do mesmo ano, a Associação Ecológica de Cooperação Social (Ecos) e a Sociedade Nordestina de Ecologia (SNE) denunciaram que a carga de milho transgênico do navio argentino seriam usados para consumo animal. Apesar da retenção do produto no porto, a Justiça autorizou a importação em virtude de não haver estoque suficiente do grão no território nacional. A escassez de milho se repete desde o segundo semestre do ano passado. Desde então, os criadores do Nordeste dizem que estão enfrentando uma crise financeira que se agrava, cada vez mais, com a falta do produto. ?Muitas granjas já fecharam e outras estão ameaçadas de fechar, em função do alto preço do milho, que é nosso principal insumo?, disse Klécio dos Santos.

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