Economia
Alagoas volta a liderar adultera��o da gasolina
Edivaldo Junior Alagoas voltou a liderar o ranking nacional de não-conformidade (NC) da gasolina, também chamado de ?adulteração?. De acordo com o Boletim de Qualidade da ANP (Agência Nacional do Petróleo) de março, divulgado ontem, 31% das amostras do combustível analisadas no Estado, naquele mês estavam fora de padrão. Em seguida aparecem os Estados do Piauí (22,7%), Paraná (22%), São Paulo (16,1%)e Maranhão (14,3%). O crescimento no índice de NC foi geral. Todos os Estados aumentaram, de acordo com o boletim, a ?adulteração?. A média nacional, que em fevereiro tinha sido pouco mais de 6% fechou em 12,4%. Mas, a a própria ANP aponta, nas ?conclusões do mês? (relatório explicativo do NC) aponta que houve ?elevação atípica? na NC da gasolina. A própria agência atribui o fato a ?elevação dos problemas relativos ao teor de álcool (53% contra 12% no mês anterior)...estando relacionado com a diminuição de 25% para 20% no teor de álcool anidro obrigatório na gasolina e a baixa rotatividade dos estoques de gasolina aditivada em muitos postos revendedores?, diz a ANP. Estranhamente, nas suas ?considerações?, a ANP não classifica o mercado de Alagoas como preocupante. ?Tomando como base a gasolina, os mercados que mais preocupam hoje a ANP, tanto pelo seu porte como pelos índices de não-conformidade encontrados, são os de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Piauí?, diz a ANP. Essa observação, divulgada no site da agência (www.anp.gov.br) junto com o boletim foi o ponto de partida do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo em Al (Sindicombustíveis) para questionar o índice da ANP. ?Enviamos uma correspondência pedindo explicações e passamos o dia tentando um contato por telefone com diretores e técnicos da ANP, mas lamentavelmente ninguém quis explicar a gente o que estava acontecendo?, desabafou o presidente do Sindicombustíveis, Mário Jorge Uchôa. O diretor tesoureiro do sindicato, Roberto Mascarenhas, apresentou o relatório da Qualitex, que fez 194 análises de gasolina nos postos participantes da campanha Nota 10, em março, e não encontrou nenhum posto vendendo o combustível fora do padrão. ?A ANP fez menos de 80 amostras e dá um índice de 31%. É completamente incompreensível. Ou estes números estão errados ou a ANP continua coletando apenas amostras dos postos que não fazem parte da campanha Nota 10, como fazia anteriormente. Se for isso, é importante que eles passem essa informação. Nós temos trabalhado corretamente e não podemos ser confundidos com maus comerciantes?, enfatizou.